Você acorda. Toma café da manhã, vai correr, vai trabalhar ou vai à escola. Liga o rádio, a televisão ou pega o jornal que o jornaleiro deixa diariamente em frente a sua casa. Neles, encontra as notícias mais importantes do dia, com fotos, vídeos, sons. Você acredita nisso, pois, afinal, a imprensa brasileira é livre para poder informar a todos aqueles que estiverem ao seu alcance aquilo que é relevante na atualidade, ou, simplesmente, aquilo que pode vir a despertar o interesse em alguma parte da nação.
Não nos damos conta do quanto isso é importante, bom e vital para o desenvolvimento de um país como o Brasil. Os novos investimentos do governo, os casos de corrupção e fraudes, as taxas de alfabetização, assim como os jogos da próxima rodada do campeonato de futebol local ou europeu, são exemplos daquilo que está a nossa disposição diariamente, fazendo com que estejamos preparados para criar uma opinião sobre esses assuntos e travar diálogos com um embasamento verdadeiramente sólido.
A liberdade de imprensa em um país ajuda a garantir uma característica vital para qualquer grande nação: ela abre um espaço para que o povo consiga desenvolver sua criticidade e discernimento para, com isso, conseguir transformar pouco a pouco a sua realidade e a daqueles que estão a sua volta, tranformando meros expectadores em personagens principais das suas histórias.
Entretanto, essa mesma imprensa que, hoje, atua livremente já teve seus momentos sombrios, uma vez que, durante a ditadura militar brasileira, havia um constante e rigoroso controle sobre qualquer produção que pudesse mostrar ao povo aquilo que a ditadura representava de mau ao país. Dessa maneira, as músicas e as poesias complexas, cheias de significado nas entrelinhas, surgiram como um bode expiatório a alguns autores, que queriam que a população visse o que estava acontecendo.
Felizmente, os anos passaram e a realidade mudou. Juntamente com essa mudança política, tivemos o avanço das tecnologias, que, sem dúvida, contribuíram muito para o avanço da imprensa, que atua em diversos países com uma velocidade no fluxo de informações grandiosa.
Agora, retrocedamos no tempo e tentemos imaginar um país no qual as informações são escassas e controladas, os meios de comunicação sofrem com a censura, e a população não tem como reverter essa situação. É difícil imaginar, não? Por isso, concluimos que aquilo que parece tão cotidiano para nós é, na verdade, algo precioso, pois a liberdade de imprensa reflete a condição do país, reflete a democracia e as relações internas vigentes.
A liberdade de imprensa não é unicamente da imprensa, mas, sim, de toda a população.
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